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sábado, setembro 04, 2010

Como melhorar uma Obra-prima?

Como melhorar uma Obra-prima?

Imagine alguém que estivesse resolvido a melhorar uma obra-prima. Imagine-o visitando o Museu do Louvre, em Paris, decidido a melhorar Mona Lisa, a célebre pintura de Leonardo da Vinci. Ao aproximar-se do quadro, tem na sua mão uma paleta e pincéis para alterar a imponente figura. Pensa em acrescentar um pouco mais de cor ao rosto, ressaltar o sorriso, ou mudar um pouquinho o nariz.


Qualquer pessoa sensata diria: Isso é ridículo! Em seus quase quinhentos anos de existência, Mona Lisa tem sido considerada um dos maiores trabalhos artísticos de todos os tempos! Não seria totalmente absurdo alguém pensar em acrescentar algo a essa obra-prima? Tendo em vista que uma obra-prima é uma obra perfeita ou considerada como tal, logo ninguém deveria sequer pensar em alterá-la minimamente.

No entanto, não é estranho que seja exatamente isso que alguns tentem fazer com a obra de Cristo, a Salvação? Não é absurdo que, no decorrer da História, muitos tenham tentado melhorar, com alguns trabalhos seus, uma obra que já é perfeita?

São criadas regras e mais regras, são exigidas obras e mais obras: faça isso, não faça aquilo; coma isso, não coma aquilo; pague promessa, dê dinheiro, participe disso e daquilo. Tudo para alcançar a Salvação, mas são apenas tentativas fracassadas de tentar melhorar o que não pode e não precisa ser aperfeiçoado.

Convém ressaltar que Jesus, o Autor da Salvação, fez uma declaração de irretocabilidade de Sua Obra-prima, quando, na cruz do Calvário, bradou: “Está consumado!” Este era o “selo” de qualidade de uma obra perfeita!

O profeta Isaías indica o que ocorreu naquela cruz: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.4-5).

O apóstolo Paulo acrescenta que Jesus foi aceito como nosso substituto “perfeito” diante de Deus: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21).

Antes de Cristo, na antiga aliança, os sacerdotes faziam sacrifícios de animais pelos pecados, seus e do povo. Mas Jesus se tornou o Sacerdote perfeito, o “fiador de superior aliança”. Desse modo, Ele, e só Ele, “pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu” (Hb 7.22-27).

“Uma vez por todas” quer dizer: Perfeito!

Perfeito vem do Latim perfectu, feito até o fim, acabado, terminado. Per é um prefixo que traz a ideia de intensidade e totalidade, além de ampliar o alcance de uma palavra. Quando uma coisa pode durar mais do que seria de esperar, ela é perdurável. Uma das particularidades das palavras formadas com o prefixo per é que mostram algo que vai além das expectativas: perene, permanente, persuasão, perseverança etc. A palavra fectu é simplesmente “feito”.

Portanto, uma “obra perfeita” não é aquela que apenas existe; é completa, sem nenhuma falha.

É por isso que o apóstolo Pedro afirma que Jesus é o único Salvador: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12).

Quando alguém ouve que Jesus pagou o preço por seus pecados e que não precisa fazer nada para merecer a graça de Deus, pensa que isso é bom demais para ser verdade? Acha, porventura, que existe algo que ainda precisa fazer para merecê-la?

Paulo afirma: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).

Na verdade, não se pode acrescentar nada à obra de Salvação; ela é uma dádiva de Deus. O preço foi pago por Jesus na cruz! A Obra-prima está completa! Tudo o que podemos dizer é: “Eu quero!”, ou: “Eu não quero!”

Tudo o que devemos fazer é recebê-la gratuitamente e, como uma “obra de arte” perfeita e eterna, apreciá-la e vivê-la.

Samuel Câmara
Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe

sábado, agosto 14, 2010

De volta à visão original

De volta à visão original

As celebrações de aniversário da Assembleia de Deus em Belém têm sido marcadas, há mais de uma década, pelo tema “Pentecostes”: Pentecostes na Família, Pentecostes na Evangelização, Pentecostes no Discipulado, Pentecostes no Partir do Pão, Pentecostes em Oração, Pentecostes em Adoração, Pentecostes na Paz do Senhor Jesus, Pentecostes Semeando Boas Novas e, por fim, Pentecostes Rumo ao Centenário.

E por que Pentecostes? Ora, temos duas razões bem abrangentes e profundamente definidoras dessa dimensão temática em nossa caminhada. Primeiro, porque temos uma origem pentecostal, ou seja, nascemos sob a direção do Espírito Santo, debaixo do Seu soberano poder, com toda a plenitude da bênção de manifestação dos dons espirituais. Os missionários pioneiros nos trouxeram as boas novas do Evangelho não em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder (1 Co 2.4). Foi assim que fomos gerados.

Segundo, porque, agora que estamos nos preparando para a comemoração do nosso Centenário, isso tem o condão de nos despertar um pouco mais para o compromisso que Deus tem com a Igreja-mãe e a responsabilidade que temos para com o Brasil e o mundo.

O compromisso de Deus, em Sua soberania, de ter escolhido Belém como o berço do Pentecostes brasileiro nos diz também que não podemos abdicar do fato de que a Assembleia de Deus ainda tem um papel missionário determinante para este País e para o mundo. E a nossa geração tem a responsabilidade de encarar esses desafios e se preparar para fazer a sua parte.

Devemos estar absolutamente certos de que Pentecostes tem a ver com a vida toda da Igreja. Pentecostes tem a ver com a plenitude da bênção de Deus na família. Pentecostes tem a ver com missões e evangelização (a semeadura das boas novas), assim também com a continuidade do discipulado, pois o poder de Deus nos foi dado para ser compartilhado. Pentecostes gera comunhão e produz a paz do Senhor Jesus nos corações e nos relacionamentos, tornando-nos relevantes para produzirmos esse fruto como modelo para toda a sociedade.

Precisamos entender igualmente que todas essas dimensões espirituais só são possíveis em razão de Pentecostes andar sempre na esteira da oração e da adoração ao Deus vivo e verdadeiro. Porque Pentecostes é o próprio Deus visitando o seu povo e habitando entre nós, para que andemos em novidade de vida, não com recursos humanos e falíveis, mas a partir do santo poder que opera eficazmente em nós.

Estamos na semana dedicada a missões na Igreja–mãe, sabedores de que Pentecostes e Missões sempre andaram de mãos dadas em toda a nossa história e, agora, mais ainda, não poderia ser diferente. E é sobre isto que temos de nos deter, pois essa deve ser uma parte inalienável de nossa agenda espiritual.

Não podemos, em hipótese alguma, deixar arrefecer o nosso ardor evangelístico e missionário. Missões e evangelização são agentes geradores de vida para a igreja, sem os quais a vida espiritual se esvai, o Pentecostes se apaga, a relevância da Igreja se enfraquece.

Há quem pense que pode evangelizar e fazer missões sem o poder pentecostal. E, na contramão disso, há quem pense ser possível ser mantenedor desse poder sem o compromisso de compartilhar a vida de Deus na proclamação das boas novas. Ora, sobre a possibilidade de haver Pentecostes sem o braço evangelizador, ou missões sem Pentecostes, não é uma realidades animadora. Sempre que deixamos de evangelizar e fazer missões o poder pentecostal se acaba; e sempre que o Pentecostes fica vazio e sem sentido, é abandonada a ênfase evangelística e missionária.

A ação missionária é como o “fio da meada” que, puxado, organiza toda a vida da igreja; faz os crentes mais sérios e compromissados, mais consagrados a Deus. Voltar os olhos para missões é a retomada da visão original da igreja; é a oxigenação de que precisamos para que as debilidades todas do nosso caminhar diário como Igreja sejam debeladas pelo poder de Deus.

Precisamos voltar à visão original, temos de sair para onde os pecadores estão, como Jesus ordenou, embasados sempre com oração e jejum, na disposição de compartilhar do amor de Deus a todos os povos.

Quando temos a operação do poder pentecostal, o difícil é ficar trancados em quatro paredes, guardando a bênção para nós mesmos. E, quando nos deixamos usar por Deus, os resultados sempre falam por si sós.

De uma coisa sabemos: Centenário, só com Pentecostes! 

Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
Confira os artigos do Pastor Samuel Câmara, todas as semanas no jornal "O Liberal" -http://www.oliberal.com.br/














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segunda-feira, agosto 09, 2010

A Parábola do Pai que nunca desiste

A Parábola do Pai que nunca desiste


Jesus contou uma parábola a respeito de um filho que resolveu enfrentar o próprio pai quanto à partilha antecipada da herança, conhecida como “parábola do filho pródigo” (Lc 15.11-32). Mas bem que poderia ser chamada de “parábola do pai que nunca desiste”. Essa é a figura de Deus, o Pai, que nos ama de tal maneira que jamais desiste de nós.

Esse filho partiu para um lugar distante e dissipou tudo quanto tinha, pois viveu prodigamente, em muitas farras, dissolutamente.

A vida tem as suas complicações. E essas são ampliadas quando os filhos resolvem partir, mas o fazem pelos motivos errados. Há pais que ainda hoje choram a perda dos filhos, e dizem: “Tudo quanto tenho eu daria para ter meu filho de volta”.

Há muitos jovens que se desmoralizam, vivem suas orgias como se tudo não valesse nada. Para alguns, o dinheiro responde por tudo, pode comprar vidas, pode tirar vidas, pode acabar a sua vergonha, comprar drogas etc. E quando o dinheiro se vai, a família fica sem sossego; os móveis são vendidos, as roupas, trocadas; exigem dos pais dinheiro para consumir drogas, batem nos pais se não conseguem; porque tudo quanto conseguem, as drogas consomem.

Que ferida deixou o filho pródigo naquela casa! Felizmente, para esse jovem, a história teve uma continuação. Outras histórias nem continuam. Quando alguns saem, não voltam. As mães vão para as praças e aproveitam as emissoras de televisão, cujas novelas e programas mostram seus filhos. Essas mães não sabem se seus filhos vivem, onde estão, se nos cemitérios ou nas prisões, ou se são escravos sexuais em algum lugar do mundo. Deve ser uma sensação horrível de perda que carregam no coração!

Esse jovem da parábola teve uma oportunidade de chegar ao fundo do poço. Outros se afogam sem terem o direito de tocar no fundo e dar aquele empurrãozinho para cima e tomar algum fôlego de esperança.

Esse jovem teve um lapso de tempo, pois acabou tudo o que tinha e, quando precisou comer, procurou na cidade alguém que o ajudasse, mas ninguém acreditava absolutamente nele. Houve somente um homem, dono de uma pocilga, que lhe deu uma oportunidade de trabalho: cuidar de seus porcos.

Ele sentia tanta fome que lhe era desejável comer a comida dos porcos. Até que ele caiu em si e se lembrou de seu pai, de quem tirara a alegria de acompanhar a sua vida. Ele se arrependeu. E, não tendo outra saída, tomou a resolução de voltar à casa de seu pai; resolveu dizer ao seu pai que não se sentia digno de ser chamado seu filho; pediria uma chance de ser tratado igual a um empregado da casa.

Ele viajou todo o caminho de volta pensando: “Será que meu pai vai me aceitar de volta?” Quando ele se aproximou, o pai estava naquela costumeira posição de todos os dias. Como sempre ocorre ao coração do pai: se ele tem uma oportunidade mínima para pensar em alguma coisa, ele vai pensar no filho; se ele tem uma chance de olhar em alguma direção, ensaia olhar ao mesmo caminho por onde o filho se foi como a possível direção de onde o filho voltará.

Enquanto vinha ao longe, o pai o viu. Antes que o filho dissesse o que ensaiara, o pai correu e o abraçou, e deu ordens para que o tratassem da melhor maneira possível: banho, roupas novas, sandálias novas nos pés, anel no dedo; e mandou matar o melhor novilho para uma grande festa. E disse: “Este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado”.

Este domingo é o Dia dos Pais. Como está o seu coração, papai (ou mamãe que também exerce a função de pai), que sonhos, que marcas, que feridas, que dores você tem, de um filho que, igual ao filho pródigo, se foi e exigiu de você o que não devia exigir, feriu você como não podia ferir? E você pode estar dizendo que não tem nenhuma esperança.

Mas eu quero lhe dizer que, assim como Jesus contou essa história, Ele quer contar também a sua história com um veio de esperança.

O motivo de Jesus contar essa história não foi exaltar a perdição do filho, mas asseverar a misericórdia do pai; foi demonstrar que, mesmo quando agimos mal, o verdadeiro pai nunca desiste de amar.

A parábola não é para ensinar a engendrar meios de partir, mas para lhe assegurar que, embora perdido, ainda há esperança no verdadeiro arrependimento, pois Deus Pai está disposto a receber Seus filhos de volta aos Seus braços.

Feliz Dia dos Pais!

Pr. Samuel Camara

segunda-feira, julho 12, 2010

A Oferta Que Agrada A Deus

A oferta que Agrada a Deus

Certo atleta de circo ganhava a vida se exibindo em façanhas assombrosas de força física. Em geral, terminava o espetáculo com uma impressionante demonstração de sua capacidade de espremer uma laranja da qual já se havia extraído todo o suco. Ao terminar a apresentação, ele desafiava o público, convidando a ir à frente qualquer pessoa que se achasse capaz de extrair ainda que fosse uma gotícula de suco da laranja espremida.

Certa vez, apresentou-se um homem de baixa estatura, franzino, óculos fundo-de-garrafa, e a plateia rompeu em gargalhada. Sem nada temer, ele subiu ao palco e pegou das mãos do atleta a laranja totalmente murcha e enrugada. Todos tinham os olhos fitos nele. Ele pegou o bagaço, comprimiu a mão direita e apertou.

Ambiente eletrizante, a plateia e o atleta estavam numa grande expectativa. De repente, começou a se formar uma gota de suco, que finalmente pingou no chão. A plateia rompeu num estrondoso aplauso, findo o qual o atleta perguntou seu nome e o convidou a contar como conseguira desenvolver tal força.

O homem respondeu: “Não há nenhum segredo”; e então, sorrindo, acrescentou: “Ocorre que eu sou o pastor da igreja local e estou acostumado a tirar oferta”.

Essa anedota, eu sei, não tem graça nenhuma! Mas a imagem que não poucos têm de pastores e igrejas é essa, que ofertar é resultado de pressão. No entanto, como pastor e pregador da Palavra de Deus, compreendo que a contribuição que agrada a Deus nunca pode resultar de apelos forçados ou intimidações de qualquer espécie.


Segundo a Bíblia, há vários tipos de ofertantes; alguns agradam a Deus, outros não.



Há aqueles que ofertam do que lhes sobra. E há quem oferta tudo o que tem.

Jesus estava no templo, em Jerusalém, observando como as pessoas traziam suas ofertas. Os ricos depositavam grandes quantias. Uma viúva trouxe duas moedinhas apenas. Jesus disse que essa viúva ofertara “mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos ofertavam do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento” (Mc 12.41-44).



Jesus observou a atitude do coração, “como” as pessoas ofertavam: se como expressão da generosidade da fé de um coração confiante no cuidado absoluto de Deus; ou se como expressão de avareza, de ofertar apenas a sobra. E, para Jesus, os ricaços perderam feio para a viúva pobre!



Há aquele que faz o que pode.

Como a mulher que derramou sobre Jesus um precioso perfume de nardo puro, no valor de 300 denários (o salário de um ano de um diarista). Ela foi duramente censurada pelos circunstantes, pois argumentavam que o perfume poderia ser vendido e o dinheiro, dado aos pobres.



Mas Jesus via de modo diferente. Ele recebe aquele gesto como uma “boa ação” para com ele. Indicou-lhes o óbvio, que os pobres estavam sempre diante deles, para lhes fazerem o bem quando quisessem. E acrescentou: “Ela fez o que pôde: antecipou-se a ungir-me para a sepultura” (Mc 14.3-9). Jesus sutilmente indica que os críticos não faziam sequer o que podiam.



Há aquele cuja oferta é sacrifício, pois lhe custa algo.

Havia uma praga matando muitos israelitas. O rei Davi procurou um local onde oferecer sacrifícios a Deus, para que o povo fosse abençoado e cessasse a praga. Encontrou um monte, mas o proprietário, um Jebuseu chamado Araúna, tentando fazer média com o rei, ofereceu-lhe tudo: os bois, a lenha, o monte, e de graça!

Porém o rei disse a Araúna que compraria tudo pelo devido preço. E acrescentou: “Porque não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem nada”.



Há aqueles cuja oferta é a doação de suas próprias vidas.



Os crentes da Macedônia, embora pobres e passando por grande tribulação, eram ricos em generosidade. Paulo testemunhou que “na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários” e rogaram muito para ajudarem outra igreja. E Paulo acrescenta que eles “deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus” (2 Co 8.1-6).



Com qual tipo você se identifica?



Saiba que a oferta que agrada a Deus é a decorrente de uma atitude de fé e generosidade. E a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus. Como Deus nos deu os desafios do Centenário da Assembleia de Deus, quem ouvirá o nosso apelo de contribuir com essa grande obra?






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segunda-feira, julho 05, 2010

Fair-Play



Fair-Play
Antes do início de cada partida da Copa do Mundo, um pouco antes da execução dos hinos nacionais das equipes, uma bandeira amarela desfila logo à frente com uma expressão bem vistosa: Fair-Play. Esta é uma expressão inglesa que quer dizer literalmente “jogo limpo”.  A mensagem é que não bastam as dezessete regras do futebol (a letra da lei fria e impessoal), é preciso o “espírito da lei”, ou digamos, os princípios que lhe dão vida e coerência.
A FIFA explora o “Fair-Play” como ninguém. Os exemplos práticos vão desde um pedido de desculpa por uma falta cometida, a reverência à marcação plenipotenciária do árbitro, ou o respeito por um jogador do time adversário, quando alguém cai machucado e a bola é chutada para fora do campo para que o mesmo seja atendido. Depois que tudo volta ao normal, a posse da bola é devolvida ao adversário, e o jogo continua. Assim, não basta saber que no futebol “a regra é clara”, é preciso o espírito da lei que torna a disputa ferrenha em algo digno de pessoas civilizadas.
Assim é também na vida. Ela tem regras, tem leis; mas é necessário espírito de “Fair-Play”. Isso fica muito mais evidente quando vemos que, a despeito de sermos tidos como um país repleto de leis para tudo, elas são sistematicamente desobedecidas e vilipendiadas, ou são pouco funcionais.

Jesus estabeleceu o princípio do “Fair-Play” da vida, quando disse: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Mt 7.12). Na visão de Jesus, não bastaria cumprir a lei, nem deixar de fazer o mal ao próximo; era necessário fazer aos outros o próprio bem que desejássemos a nós mesmos.
Paulo disse: “O atleta não é coroado se não lutar segundo as normas” (2 Tm 2.5). Isso quer dizer que, em última instância, alguém tem a capacidade de julgar se a pessoa infligiu ou não a regra. Quem julga a lei é o juiz. E quando se trata de esportes e juízes humanos falíveis, erros acontecem.
Isso ficou patente nesta Copa, marcada por péssimas arbitragens de juízes despreparados. Isso pode acontecer também na vida, pois juízes humanos podem proferir sentenças injustas. Mas quando partimos do princípio de que Deus, o Justo Juiz, um dia irá pesar todos os nossos atos na Sua “balança” aferida pela verdade e retidão, cumprir normas e jogar limpo não é sequer uma questão de preferência; é mera obrigação.
Todavia, é preciso agregar ao dever de justiça o amor que lhe dá consistência. Se quisermos, pois, pautar a nossa vida no “Fair-Play”, é imprescindível que não deixemos aos outros a determinação da nossa atitude. Essa é uma faceta prática do amor. Por isso Paulo ensinou: “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.9,21).
Tal qual ilustra o conto do filósofo que viu um escorpião sendo arrastado pelas águas do rio. O filósofo meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o escorpião o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente. Foi então à margem, pegou um galho e salvou o escorpião.
Ao juntar-se aos seus discípulos, um destes, perplexo e penalizado, lhe perguntou: “Mestre, por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Veja como ele respondeu à sua ajuda e picou a sua mão!” O filósofo ouviu tranquilamente e respondeu: “Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha”.
Mais do que de normas, portanto, é preciso aprender a jogar limpo. Do contrário, podemos nos transformar em meros fariseus, ortodoxos de letra e de doutrina, mas libertinos na prática e nas atitudes. Jesus disse: “Se a vossajustiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt 5.20).
Essa atitude de exceder o farisaísmo latente em nossas vidas tem a ver com a atitude espiritual do “Fair-Play”.
No jogo da vida é bom querer ganhar. Mas ganhar não é tudo. “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16.26).
E como estamos tratando de Fair-Play, parabéns à Holanda!




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domingo, junho 27, 2010

Vencendo a Copa da Vida

Vencendo a Copa da Vida

A Copa do Mundo é competição, é luta, mas também é festa. Uma festa em escala planetária. O mundo tem seis bilhões de habitantes. Mais da metade param tudo para assistir aos jogos do maior fenômeno esportivo mundial. Nações contra nações numa “guerra” diferente, onde importa ganhar dentro do campo, em obediência a normas estritas.

A vida também tem a sua “Copa”, essa muito mais difícil, onde semelhantemente muitos podem ganhar ou perder. A Copa da Vida é, de longe, mais importante que a Copa do Mundo. Enquanto nesta o perdedor pode se recuperar na copa seguinte, na primeira a perda é irreversível.

Não quero obviamente arriscar análises sobre a Copa do Mundo. Existem os narradores, os comentaristas, os milhões de “técnicos” dentre os apaixonados torcedores, que poderão fazê-lo. Mas sobre a Copa da Vida, que venho “jogando” há tempos, e vencendo pela infinita graça de Deus, gostaria de elencar algumas considerações.

Da comparação dessas duas Copas brotam preciosas lições. Não sou o primeiro a fazer isto. O apóstolo Paulo, antenado com o mundo de sua época, usou o esporte como paradigma, emprestando conceitos das olimpíadas gregas para falar da Copa da Vida.

Ele disse: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível” (1 Co 9.24-25).

Não bastava competir; eles tinham de lutar do modo certo e ganhar. Deviam exercer domínio próprio, não viver de qualquer jeito, como se todos os caminhos levassem a Deus. Paulo entendia que Jesus é “o caminho, e a verdade, e a vida” que conduz à vitória (Jo 14.6); e que “há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” ou derrota (Pv 14.12).

Na Copa, assim como na vida, há normas. Paulo reconhecia que “o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas” (2 Tm 2.5). Quando arguido a respeito da maior norma (ou mandamento), Jesus disse: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12.30,31).

A Copa do Mundo é assistida por bilhões. Na Copa da Vida é assim também: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12.1-2).



Muitos perdem na Copa da Vida porque têm colocado ídolos (imagens, dinheiro, poder, sexo etc.) no lugar que pertence somente a Deus. No futebol há impedimentos, faltas, punições, cartões amarelo e vermelho. Na Copa da Vida, a infração principal é o pecado, a completa falta de “fair-play”.

Mas Deus evitar dar cartão vermelho, “porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.11).

A glória dos estádios é vã. Na Copa da Vida, há um “eterno peso de glória”. Na Copa do Mundo, as seleções lutam por um troféu que lhes pertencerá por quatro anos apenas. Na Copa da vida, o troféu é eterno.

Naquela como nesta, só os vencedores poderão ser coroados. Isto porque no céu não há lugar para perdedores. Jesus disse: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida” (Ap 3.5).

Alguns são desclassificados pelo caminho. Mas é preciso avançar: “Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14). É preciso vencer com fair-play, com a “consciência pura diante de Deus e dos homens” (At 24.16).

Muito esforço é desprendido para ganhar uma Copa. Assim também é na Copa da Vida, cujo alvo é ganhar o reino de Deus. Jesus afirmou: “O reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” (Mt 11.12).

Aqui, portanto, cabe uma pergunta: você está vencendo a Copa da Vida?


Fonte: ADBelém, Oliberal / IEAD - Alferes costa
Pr. Samuel Camara - Assembléia de Deus Bélem/PA (Igreja Mâe)


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segunda-feira, junho 14, 2010

Glória a Deus pelos 99 Anos!

Glória a Deus pelos 99 Anos!

Glória a Deus! Há 99 anos, no Brasil, começou o maior movimento pentecostal da atualidade, um dos mais importantes movimentos da história da fé cristã. Glória a Deus! Pois começou no meio dos crentes em Jesus, os quais começaram a indagar sobre o poder do Espírito Santo e acerca dos dons espirituais citados nas Escrituras:
Essas promessas registradas na Bíblia são para nós hoje?
Por que não são usadas na vida da igreja e na evangelização?
Por que essas verdades não são ensinadas, se nos dizem respeito?
E quando Deus respondeu a essas indagações sinceras de corações sedentos com o derramamento do Espírito Santo, o fez do mesmo modo que no princípio da Igreja de Jesus Cristo, em Jerusalém. Foi assim que se formou a Assembleia de Deus, em Belém do Pará.
Glória a Deus, pois são passados 99 anos, todos repletos de bênçãos que glorificam o nome do Senhor! A glória pertence unicamente a Deus!
O fato de a pequena Belém, do início do Século XX, ter sido o alvo da escolha divina para iniciar esse grande movimento pentecostal é algo surpreendente. Belém era uma cidade de economia decadente, com o fim do ciclo da borracha. Além disso, por não dispor de saneamento adequado, sua população sofria terrivelmente por causa dos surtos de febre amarela, malária, lepra e tuberculose, assim como de muitas outras doenças tropicais.
Deus começou essa obra com dois estrangeiros, que vieram sem nenhum apoio financeiro ou suporte missionário; além disso, nem mesmo sabiam falar a nossa língua. O pequeno rebanho que conseguiram reunir contava menos de vinte crentes, sem personalidades de destaque em qualquer área.
Glória a Deus! Pois foi exatamente nesta cidade e com esse pequeno grupo que o Senhor começou esta obra vitoriosa, que depois se expandiu vigorosa para abençoar o Brasil e o mundo. Hoje, esta obra está presente em cada recanto deste imenso País e já alcançou 175 países do mundo!
Glória a Deus porque os crentes avivados pelo poder do Espírito resolveram viver como agentes da bênção de Deus, orando e pregando, levando milhões ao conhecimento do amor de Deus por intermédio de Jesus Cristo!
Glória a Deus por causa das muitas outras denominações evangélicas, pelo bendito trabalho que têm realizado! Mas temos de glorificar o nome do Senhor Deus, pois que, sem a Assembléia de Deus, a história da evangelização do Brasil ainda estaria escrita de modo débil e inexpressivo. Mas, longe de nos vangloriarmos, isso é motivo de glorificarmos ao Senhor Deus, pois a glória pertence a Ele!
Glória a Deus! Pois chegamos à semana de nossa grande celebração, cujo tema é: “Assembleia de Deus em Belém – 99 anos de Pentecostes Rumo ao Centenário”.
Glória a Deus que me escolheu como pastor desta amada Igreja-mãe, de modo que tenho a honra de convidar a todos os belenenses para participarem conosco destas festividades.
Veja, abaixo, a nossa programação para esta semana, para que você possa agendar a sua participação conosco, com a permissão de Deus.
Neste sábado (12), a partir das 8h, teremos o Pentecostes Social em 24 pontos de atendimento nas ruas, praças e postos de saúde da cidade. Às 16h, acontecerá o Casamento Comunitário, no templo central, com uma linda cerimônia religiosa com efeito civil para 290 casais.
         No dia 17 de junho, faremos o Culto de Abertura da Celebração dos 99 Anos da Igreja-mãe em Belém, às 19h, no templo central.
         No dia 18 de junho, ocorrerá a Grande Carreata, com partida de três pontos: Belém (concentração na Escadinha do Cais do Porto), Icoaraci e Marituba (com a participação das igrejas dessas localidades) com destino ao estacionamento do Estádio do Mangueirão, encerrando o evento com um clamor por Belém, pelo Brasil e pelas nações.
No dia 19 de junho será a Grande Concentração Pentecostal no Estádio do Mangueirão, transformado num templo lotado de adoradores, quando esperamos ter um grande derramamento do poder do Espírito Santo sobre todo o povo de Deus.
Glória a Deus pelos 99 Anos de Pentecostes! Estamos prontos para mais um derramamento do Espírito Santo em nossa geração, pois precisamos cumprir fielmente o chamamento de Deus, e isso só será possível mediante a operação do Seu poder.
Glória a Deus porque marchamos “Rumo ao Centenário” na certeza de que o melhor do Pentecostes ainda está por vir. Glória a Deus!



"Escutem a rádio ADBelém e acompanhem todo os procedimentos para o centenário da Assembléia de Deus, acompanhe os culto do templo central ao vivo de Segunda, Quarta e Sexta apartir das 19:00. adcione em seu msn: web@adbelem.org.br "


Vamos todos juntos, pela fé, rumo ao Centenário!






Fonte: ADBelém, Oliberal / IEAD - Alferes costa
Pr. Samuel Camara - Assembléia de Deus Bélem/PA (Igreja Mâe)

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Assembléia de Deus - Templo Alferes Costa / Distrito: Pedreira 2
Tv. Alferes Costa, n° 1631 / Belém-Pará- Brasil
Telefone: (91) 3233-4651 (Somente em horário de Culto)




domingo, junho 06, 2010

Uma questão de fé






"Escutem a rádio ADBelém e acompanhem todo os procedimentos para o centenário da Assembléia de Deus, acompanhe os culto do templo central ao vivo de Segunda, Quarta e Sexta apartir das 19:00. adcione em seu msn: web@adbelem.org.br "



Uma questão de fé



Normalmente, não devemos julgar questões de fé, cuja natureza é subjetiva, pois se passam unicamente no interior de uma pessoa. Mas penso que é necessário nos manter bem-informados (jamais mal-informados ou não-informados) a respeito. É preciso saber sobre esse assunto demasiado importante, que abrange o certo e o errado, o bem e o mal, e que, em última instância, decide a nossa vida em relação ao céu ou ao inferno.


Observando o caminho da religiosidade humana, frequentemente encontro pessoas que se dizem “cheias de fé” — cuja expressão funciona como referendo para o tipo de vida que levam ou, ao fim e ao cabo, acaba virando um “passaporte” para a solução de todos os problemas. Os arroubos de declarações assim levam-me a pensar que a fé é, geralmente, uma doutrina incompreendida.


Há pelo menos um princípio fundamental que circunscreve este assunto a uma esfera plenamente mensurável e, portanto, compreensível. É o seguinte: se uma pessoa diz ter fé, essa mesma fé deve desembocar em obras correspondentes.


Portanto, a fé é assim: “Se não tiver obras, por si só está morta” (Tg 2.17).

Por exemplo, se alguém diz ter fé em Deus, a sua vida deve espelhar, principalmente na esfera do caráter, uma excelência que demonstre esse relacionamento com o Divino. Como pode alguém dizer que crê em Deus e essa fé em nada o transforme, continuando a viver a mesma vidinha pecaminosa de sempre?


Sendo assim, por que em muitas vidas faltam os frutos espirituais que se remetam à fé que dizem possuir? Onde está a transformação radical na conduta e perspectiva geral nas suas vidas?


Parece, em geral, que muitos “fiéis”, por mais sinceros que sejam, fracassam completamente em tirar o mínimo proveito da doutrina da fé ou receber a partir dela qualquer experiência satisfatória. Isso acaba por tornar-se uma negação da própria fé que julgam professar.


Após anos a fio de labuta pastoral, ouvindo e aconselhando os mais diversos tipos de pessoas, tirei preciosas conclusões a respeito da fé que muitos professam.




Alguns utilizam a fé como um substituto à obediência. Apegam-se a textos bíblicos isolados, tomados muitas vezes fora de seu contexto, ou então se baseiam nas suas fugazes experiências, para deixar de obedecer aos mandamentos óbvios expressos na Palavra de Deus. Quem crê, obedece. A falha em obedecer é uma prova irrefutável e convincente de que não há verdadeira fé.


Há os que usam a fé como um refúgio da exigência de raciocinar, pois vivem como se a fé fosse um “salto no escuro”.


Outros a usam como uma fuga da realidade, tentando fazer desaparecer o infortúnio “mediante a fé”, e ficam a repetir “mantras”, talvez na tentativa de vencer Deus pelo cansaço.

Há os que utilizam a fé como um esconderijo para um caráter fraco, dando ao mundo um mau exemplo de que pessoas de fé são desprezíveis, quando a Bíblia mostra exatamente o oposto.

Outros confundem fé com otimismo, circunscrevendo a fé à dimensão das suas próprias emoções e tiques nervosos. E ainda há aqueles que pensam na fé como uma força ou influência.

Ora, se a mudança de um estado de “falta de fé” para outro de “viver pela fé” não faz uma real diferença na vida de alguém, não creio que faça também alguma diferença para Deus. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Rm 10.17).

Fé é confiança em Deus, é uma certeza que vem da revelação da Palavra de Deus: “A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus”; e também: “A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1,6)

A verdadeira fé se apóia no caráter de Deus e não exige outras provas além da perfeição moral Daquele que jamais mente. Mas não para nesse ponto, antes, desemboca em mudança de vida, em atos concretos (boas obras) que Deus preparou para que andássemos nelas. (Ef 2.10)

O Centenário da Assembleia de Deus é algo assim, fruto da fé de uma multidão de fiéis que, ao longo do tempo, viveu para Deus e fez diferença no mundo. Ainda hoje, todos os nossos desafios são decorrentes da fé. Fé que desemboca em obras. Obras que glorificam a Deus.

Assim, podemos dizer: “Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (Tg 2.18).

Vamos todos juntos, pela fé, rumo ao Centenário!






Fonte: ADBelém, Oliberal / IEAD - Alferes costa

Pr. Samuel Camara - Assembléia de Deus Bélem/PA (Igreja Mâe)


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Semana Santa 2010.