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terça-feira, junho 29, 2010

História da Escola Bíblica de Férias (E.B.F)

História da Escola Bíblica de Férias (E.B.F)

Em julho de 1898, uma senhora por nome Eliza Hawes, realizou a primeira EBF (Escola Bíblica Férias) aconteceu por seis semanas durante duas horas por dia. O programa incluía saudação, a bandeira, a música, a história bíblica, desenhos e memorização de versículos, ginástica, brincadeira e trabalhos manuais, até hoje a maioria das EBF’s segue esse programa. Mesmo com o apoio da igreja em que congregava, a senhora Eliza tem muitas dificuldades, tem que pagar aluguel de seu próprio bolso, mesmo assim ela não desistiu e 57 crianças foram alcançadas.

Nos anos seguintes as EBF’s foram realizadas com muito sucesso. Em 1901 o Dr. Robert Bovile, deu tanto apoio a EBF que em 1902 foram realizadas 10 escolas. Em 1903 e 1904 houve 34 escolas, 17 escolas em cada ano. O trabalho cresceu tanto que o Dr. Robert resolveu promover EBF’s e foi fundada as associações das EBF’s, que fazia promoção e fornecidas 102 EBF’S.

A primeira EBF no Brasil foi realizada nas dependências do colégio Americano Batista de Vitória - ES, na primeira quinzena de dezembro de 1924 com a promoção do Dr. Reno.

Hoje a EBF é um ministério desenvolvido por praticamente todas as denominações em todos os países do mundo. Proporcionando as crianças uma oportunidade sem igual de conhecer o Senhor e Salvador Jesus Cristo.




Este vídeo foi no ano de 2008, na direção dos coordenadores Simone Pantoja e Fátima Dias



A escola Bíbica de Férias começa com abertura nessa Quarta-Feira dia 30/06/2010.


Simone Pantoja
Coordenadora da Missão com Criança

Tânia Dias
Vice Coordenadora


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Assembléia de Deus - Templo Alferes Costa / Distrito: Pedreira 2
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domingo, junho 27, 2010

Vencendo a Copa da Vida

Vencendo a Copa da Vida

A Copa do Mundo é competição, é luta, mas também é festa. Uma festa em escala planetária. O mundo tem seis bilhões de habitantes. Mais da metade param tudo para assistir aos jogos do maior fenômeno esportivo mundial. Nações contra nações numa “guerra” diferente, onde importa ganhar dentro do campo, em obediência a normas estritas.

A vida também tem a sua “Copa”, essa muito mais difícil, onde semelhantemente muitos podem ganhar ou perder. A Copa da Vida é, de longe, mais importante que a Copa do Mundo. Enquanto nesta o perdedor pode se recuperar na copa seguinte, na primeira a perda é irreversível.

Não quero obviamente arriscar análises sobre a Copa do Mundo. Existem os narradores, os comentaristas, os milhões de “técnicos” dentre os apaixonados torcedores, que poderão fazê-lo. Mas sobre a Copa da Vida, que venho “jogando” há tempos, e vencendo pela infinita graça de Deus, gostaria de elencar algumas considerações.

Da comparação dessas duas Copas brotam preciosas lições. Não sou o primeiro a fazer isto. O apóstolo Paulo, antenado com o mundo de sua época, usou o esporte como paradigma, emprestando conceitos das olimpíadas gregas para falar da Copa da Vida.

Ele disse: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível” (1 Co 9.24-25).

Não bastava competir; eles tinham de lutar do modo certo e ganhar. Deviam exercer domínio próprio, não viver de qualquer jeito, como se todos os caminhos levassem a Deus. Paulo entendia que Jesus é “o caminho, e a verdade, e a vida” que conduz à vitória (Jo 14.6); e que “há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” ou derrota (Pv 14.12).

Na Copa, assim como na vida, há normas. Paulo reconhecia que “o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas” (2 Tm 2.5). Quando arguido a respeito da maior norma (ou mandamento), Jesus disse: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12.30,31).

A Copa do Mundo é assistida por bilhões. Na Copa da Vida é assim também: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12.1-2).



Muitos perdem na Copa da Vida porque têm colocado ídolos (imagens, dinheiro, poder, sexo etc.) no lugar que pertence somente a Deus. No futebol há impedimentos, faltas, punições, cartões amarelo e vermelho. Na Copa da Vida, a infração principal é o pecado, a completa falta de “fair-play”.

Mas Deus evitar dar cartão vermelho, “porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.11).

A glória dos estádios é vã. Na Copa da Vida, há um “eterno peso de glória”. Na Copa do Mundo, as seleções lutam por um troféu que lhes pertencerá por quatro anos apenas. Na Copa da vida, o troféu é eterno.

Naquela como nesta, só os vencedores poderão ser coroados. Isto porque no céu não há lugar para perdedores. Jesus disse: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida” (Ap 3.5).

Alguns são desclassificados pelo caminho. Mas é preciso avançar: “Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.14). É preciso vencer com fair-play, com a “consciência pura diante de Deus e dos homens” (At 24.16).

Muito esforço é desprendido para ganhar uma Copa. Assim também é na Copa da Vida, cujo alvo é ganhar o reino de Deus. Jesus afirmou: “O reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” (Mt 11.12).

Aqui, portanto, cabe uma pergunta: você está vencendo a Copa da Vida?


Fonte: ADBelém, Oliberal / IEAD - Alferes costa
Pr. Samuel Camara - Assembléia de Deus Bélem/PA (Igreja Mâe)


Participem também do Orkut Galera da Alferes Costa


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quinta-feira, junho 24, 2010

Dia dos Namorados (Vila do Cravo)

Dia dos Namorados (Vila do Cravo)

Um dos momentos mais importante para nossa igreja foi visitar mais uma vez  o Munícipio de Concórdia do Pará, no povoado de Vila do Cravo, mais uma obra missionária, dessa vez foi diferente, além de levar a palavra de Deus, evangelizar, participar do culto e ter um momento de lazer nos belíssimo Igarapés, foi feito uma surpresa para o dia dos namorados.

Na travessia da Balça de Bujarú para o paraíso de Vila do Cravo.

Momento de Laser antes do culto.


A Percusom de Deus, formada pelos nossos Jovens.

O Diácono Marcelo Macedo fazendo a leitura da Palavra de Deus.

Pastor Ronaldo Almeida, Ministrando a Palavra de Deus.

Momento único de glória ao nome de Jesus.

O Presbítero Pinto com a Palavra. Um homem que largou tudo em Belém para fazer a obra de Deus.

Pastor Ribamar Martins (Direita) é um dos responsáveis direto de toda e qualquer tipo de obra missionária com a Caravana da Benção de nossa igreja. Presbítero Pinto (Centro) e Pastor Ronaldo Almeida (Esquerda)

No Domingo pela manhã como sempre em todas as Assembléia de Deus, acontece a Escola Bíblica Dominical, só que nesse dia na localidade foi diferente, houve surpresa para os namorados.

Presentes para os namorados organizado pela Elizete Martins esposa do Pr. Ribamar Martins com a colaboração de alguns irmãos.




Os membros são testemunhas da:

"FELICIDADE"
"AMOR"

"DEDICATÓRIA".

E "CUIDADOS"

Os pioneiros da Assembléia de Deus da Vila do Cravo, Irmã Tacila e o Presbítero Pinto, uma homenagem muito bonita a esse casal de missionário.


O Templo da Alferes Costa, onde o Pastor é Ronaldo Almeida, deseja muito êxito e garra nessa jornada para esse casal abençoado, que os olhos de Deus sempre tenha graça nessa localidade, abençoando cada vez mais sua família ,  membros e congregados dessa localidade.


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segunda-feira, junho 21, 2010

Assembléia de Deus - 99 ANOS RUMO AO CENTENÁRIO


Assembléia de Deus - 99 anos RUMO AO CENTENÁRIO!
Foi uma grande festa nesses dias de comemoração dos 99 anos rumo ao centenário, começou com muito trabalho e dedicação de preparação, divulgação e organização, todas as igrejas filiadas a igreja mãe estão nesse movimento abençoado, e a luta continua para esse grande evento que é Rumo ao Centenário.
O Estádio Estadual Edgar Campos Proença (Conhecido como Estádio Olímpico do Pará) ou popularmente chamado de "Mangueirão", a estimativa foi de 35 a 40 mil  pessoas para o culto comemorativo.


O cerimônial

O evento comemorativo começou às 16:00 horas de sábado (18/06/2010) e contou com o pregador oficial o Pastor Silas Malafaia, considerado um dos maiores líderes evangélicos do Brasil.

O pastor Samuel Camara falou ao Oliberal: "Foi uma inciativa divina que deu certo e a nossa expectatica é que Belém volte a ser o centro das atenções, especialmente no centenário"


Estamos perto do Centenário 2011 vai ser "toda honra e glória ao Senhor Jesus"


Governadora Ana Julia Carepa, Pr. Samuel Camra, Rebeca Camara (Esposa) e Marina Silva (Senadora)


Varias celebridades estiveram nesse evento, a Governadora do Estado do Pará, Ana Julia Carepa, a Senadora  Candidata a Presidente da República Marina Silva, Comandante da Policia Militar, Coronel Emanuel Leitão, Delegado Geral da Policia Civil, Raimundo Benassuli, Sec. de Meio Ambiente, Sebastião Oliveira, além da presença de pastores de vários estados brasileiros, entre outros.


O templo da Alferes Costa também esteve presente com seus membros, diáconos e pastores nesse grande evento, junto em destaque a Percusom de Deus que fez muita festa pra Jesus.

Fonte das Fotos: Lilian Almeida, Missão Jovem, Blog do Samuel Camara

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sexta-feira, junho 18, 2010

A história de um Servo de Deus


A história de um Servo de Deus


Daniel Berg nasceu em Vargon, na Suécia em 1885, num lar genuinamente cristão. Logo aos 17 anos, fez sua primeira viagem para os Estados Unidos, em 1902; isto porque a Suécia passava por uma crise financeira muito séria. Ao final de oito anos voltou de passagem à Suécia.

Nesta ocasião ao visitar a casa de seu melhor amigo, soube que ele era agora um pregador do Evangelho numa cidade próxima. Ao visitá-lo, em sua igreja, ouviu pela primeira vez sobre o batismo no Espírito Santo. Depois do culto, conversaram bastante sobre esta doutrina o que fez com que Daniel Berg saísse dali convicto, e buscando o seu batismo no Espírito Santo. Ainda no caminho de volta para a América ele recebeu o batismo e decidiu-se definitivamente dedicar sua vida ao Senhor.

Durante uma conferência em Chicago, ele conheceu seu futuro companheiro nas missões, o sueco Gunnar Vingren, que estava recém formado num Instituto Bíblico e desejoso de ser um missionário. Ambos, cheios do poder pentecostal, passaram a buscar do Senhor o seu direcionamento para suas vidas. Certo dia, o dono da casa que Gunnar Vingren morava teve um sonho e tinha visto o nome Pará e foi-lhe revelado que seria uma orientação para aqueles jovens. Logo descobriram que Deus os chamava para o Brasil. Apesar do pouco entusiasmo da igreja, e de nenhuma promessa de ajuda financeira, ambos foram separados para serem missionários no Brasil, cheios de convicção da parte de Deus. 

A última e grande confirmação da parte de Deus foi quando o Senhor pediu a Berg e Vingren que dessem noventa dólares de oferta (exatamente o valor que eles tinham para a viagem) para um jornal pentecostal. Eles, em obediência, o fizeram. Porém, extraordinariamente o Senhor os devolveu o exato montante, usando um irmão em outra cidade, que foi revelado por Deus para tal. Berg e Vingren partiram para o Brasil no dia 5 de Novembro de 1910. Durante a viagem, eles já puderam experimentar um pouquinho o que seria o seu campo, e ali mesmo no navio se converteu a primeira alma para Jesus, desde que eles foram separados como missionários. Então, no dia 19 do mesmo mês chegaram à cidade de Belém do Pará.

Sua primeira hospedagem foi no porão de uma Igreja Batista, cujo pastor era americano. Logo começaram a dirigir cultos, para ajudar aquele pastor, e sempre que sentiam de falar sobre a manifestação do Espírito Santo para aqueles dias, o faziam sem constrangimento. Mesmo sendo um assunto novo para aqueles irmãos, eles se interessavam cada vez mais, o que decorreu no grande aumento da assiduidade nos cultos e constantes visitas aos missionários. Enquanto Berg começou a trabalhar na fundição, para sustentá-los, Vingren estudava português para ensiná-lo à noite.

A pobreza e principalmente a doença era uma constante naquele lugar, sobretudo a lepra e a febre amarela. Com isso, os irmãos freqüentavam cada vez mais o porão onde viviam Berg e Vingren, em busca de oração e conhecimento da Palavra. Ali o Senhor começou a batizar com o Espírito Santo e curar muitos enfermos. Num daqueles cultos improvisados, entrou de surpresa o pastor da igreja, que foi cordialmente convidado a participar do culto. Recusando o convite, passou a declarar uma série de acusações com relação às falsas doutrinas ensinadas pelos missionários, esperava contar com o apoio dos que ali estavam, mas pelo contrário, um diácono, dos membros mais antigos, se levantou e defendeu com testemunhos reais de que o batismo no Espírito Santo e a cura divina é para a atualidade. Neste dia então, Berg, Vingren e mais 18 irmãos foram expulsos daquela igreja e formaram a primeira Assembléia de Deus, que a princípio se reunia na casa da irmã Celina Albuquerque, a primeira crente batizada no Espírito Santo em terras brasileiras.

Logo depois começou a circular pela cidade um panfleto, da parte daquele pastor batista, alertando a população contra os ensinamentos dos missionários, citando inclusive as passagens bíblicas por eles usadas. O que parecia prejudicial, tornou-se num grande impulso para propagação das verdades bíblicas, pois aqueles que os liam, ao conferir com as escrituras, passavam a crer em suas pregações e buscavam a igreja, que crescia exponencialmente. Dias depois, chega à primeira remessa de Bíblias e Novos Testamentos em português, o que leva Daniel Berg a se dedicar exclusivamente à venda das literaturas e pregação do Evangelho. 
Quando a Palavra de Deus já havia sido distribuída em toda Belém, Berg sentiu de Deus em ir rumo a Bragança e fazer na marcha para o interior o mesmo trabalho, para o qual era vocacionado. A tarefa não era fácil; os dois maiores inimigos eram o analfabetismo e o catolicismo herdado da colonização portuguesa. Naqueles pequenos vilarejos, o padre era a maior autoridade e todos os moradores já haviam sido advertidos quanto à pregação de Daniel Berg, e temiam a leitura da Bíblia, pois a igreja os proibia.

Apesar disto, o jovem continuava a bater nas portas, a ler trechos bíblicos e orar pelos enfermos. As portas se abriam aos poucos e o Senhor operava sempre. Em pouco tempo já haviam vinte novas igrejas entre Belém e Bragança. O próximo passo foi a caminho das selvas. O contato inicial foi difícil e a primeira família se converteu num velório quando Daniel leu sobre a ressurreição para o pai e os filhos ao lado do corpo da mãe. Estes se tornaram evangelistas e contribuíram para a formação de uma grande igreja ali. Sofreram fortes perseguições por parte dos policiais, pois o delegado estava comprometido politicamente com a igreja católica. Mas claro que por fim o nome do Senhor era glorificado pelas vitórias dos crentes. Berg só saiu dalí quando a igreja já havia amadurecido e caminhava por seus próprios pés. 

O passo decorrente foi sua chegada às ilhas; nesta altura os maiores inimigos eram os naturais. A travessia em barcos precários, tornava o acesso muito perigoso, pois além da embarcação, haviam as piranhas e os jacarés. As grandes distâncias, as horas perdidas e o esforço com os remos, junto ao grande aumento do trabalho, tornou-o quase impossível. Após um acidente sofrido por Daniel, numa daquelas pequenas embarcações, sentiu de Deus de comprar um grande barco a velas, o que fez com a ajuda da igreja de Belém. Com o barco "Boas Novas" o atendimento era mais proveitoso e em maior extensão. Daniel Berg passou para o Senhor em 1963, e mesmo enfermo num hospital, saía de uma à outra enfermaria entregando literatura e orando pelos que se entregavam.

Coluna do Jornal Oliberal.
Mais de Cinco mil fiéis participaram, ontem à noite, do Culto de celebração ao aniversário de 99 anos da Assembléia de Deus e de fundação da igreja-mãe, primeira igreja pentecostal construída no país, localizada na travessa 14 de março, no bairro de Nazaré, em Belém do Pará. A noite de oração foi celebrada pelo pastor do Rio de Janeiro, Silmar Coelho, e integra a programação aberta desde o último sábado (12), que já inicia a contagem regressiva para a comemoração do centenário, em 2011. Com quase cem anos de história, a Assembléia de Deus é a maior igreja evangélica do Brasil, com cerca de vinte milhões de membros e está presente em 176 nações.
Para o Pastor Cléber Almeida, a trajetória quase centenária da igreja cruza com o caminho de mais fiéis a cada dia. "A história da igreja é classificada como sendo de crescimento em todos os lugares, tanto na nação brasileira, quanto estrangeria. A Assembléia de Deus tem crescido muito com o passar dos anos. Só em Belém estamos chegando a vinte mil membros", Explica. A capital paraense abriga 457 templos e mais 700 pastores, além de manter missionários em outros países.

As comemorações se estendem até a proxíma segunda-feira (21). Hoje, a partir das 8 horas, será realizado a Grande Carreata, com destino ao Estádio do Mangueirão. Em Belém, a concentração acontece na Escadinha do Cais do Porto, no mesmo local onde os primeiros missionários chegaram à capital. A carreata também parte dos municípios de Icoaraci e Marituba.

Mas a grande concentração pentecostal está prevista para a tarde de amanhã, no mesmo local. A celebração que marca os 99 anos de criação da igreja no Brasil comecará às 16 horas, e contará com a presença do Pastor Silas Malafaia, um dos mais conhecidos ministros protestante do País.


O dia Municipal da Assembléia de Deus (18 de Junho), instituído em 1999, foi comemorado ontem, na câmara Municipal de Belém, em sessão solene que lembrou também os 99 anos de existência da Igreja. A homenagem contou com corais de música e a presença do presidente da Assembléia de Deus em Belém, Samuel Câmara, além de dezenas de evangélicos, dos vereadores, Iran Moraes (PPS), o "cobrador prepador", de Paulo Queiroz (PSDB) do representante da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Pará (OAB/PA), Mário Freire Júnior, e do Secretário Municipal de Governo, Emerson Moura.

"Nós nascemos em um berço humilde. Começamos perseguidos e discriminados e, hoje, receber a homenagem do Poder Legislativo representa um privilégio e o reconhecimento desse segmento que não é só religioso, mas social, que ora e trabalha para o bem estar das pessoas", declarou Pr. Samuel Camara.



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quarta-feira, junho 16, 2010

VINGREN: o homem, a história, a lenda

GUNNAR VINGREN (1879-1933), nasceu em Ostra Husby, Ostergotland, na região agrícola do sudeste da Suécia, a 8 de agosto de 1879. Seu pai era batista e exercia a função de jardineiro. Diz o próprio Vingren que pelo fato de seus pais serem crentes, procuraram desde tenra idade a ensinar-lhe os preceitos do Senhor. Os ensinos domésticos que o pequeno Gunnar recebia de seus genitores era reforçado pelas aulas que recebia na Escola Dominical da qual seu pai era um dirigente incansável.

Segundo o próprio Vingren, aos 9 anos ele foi chamado por Deus. Após essa chamada, sentiu o desejo de buscar a Deus e o fazia constantemente atraído de uma forma especial pela presença do Santo Espírito. Aos 11 anos reunia-se com outras crianças para buscar a Deus em oração. Vingren terminou o curso primário com 11 anos, a partir dessa idade trabalhou como jardineiro com o seu pai, oficio este que se ocupou até o ano de 1903, quando seguiu o rumo de parentes para os Estados Unidos.

O adolescente Gunnar não resistiu aos apelos do mundo, desviando-se dos preceitos do Senhor com a idade de 12 anos. Ficou cerca de 5 anos vivendo como um filho pródigo, trazendo descontentamento aos seus pais. Em 1896, com a idade de 17 anos, Vingren foi a um culto de vigília de ano-novo com o seu pai. Foi nessa reunião que retornou ao lar paternal. Em seu diário, o já idoso missionário, relembra com gozo indizível a sua conversão ao Evangelho.

Em 1897, aos 18 anos, foi batizado nas águas na igreja Batista em Wraka, Smaland, Suécia. Nessa época, assumiu a direção da Escola Do­minical de sua igreja, substituindo seu pai. Em 14 de julho daquele ano, um artigo de uma re­vista, que falava sobre os sofrimentos de tribos nativas no exterior, o levou às lagrimas e a uma decisão que mudaria o rumo de sua vida: “Subi para o meu quarto e ali prometi a Deus perten­cer-lhe e pôr-me à sua disposição, para honra e glória de seu nome. Orei também insistentemen­te para que Ele me ajudasse a cumprir esta pro­messa”, afirma Vingren.

No mês de outubro de 1898, Vingren deixou a direção da Es­cola Dominical para participar de uma escola bíblica em Götabro, Nãrke. Essa escola bíblica era uma Federação Evangélica com o intuito de ganhar almas para Cristo. Cerca de cinquenta e cinco crentes, entre homens e mulheres, participaram dessa Escola que durou cerca de trinta dias. Ao final do curso cerca de quinze participantes foram enviados como evangelistas, que saíram dois a dois apenas com o dinheiro da passagem para o local pretendido. O próprio Vingren fala da impressão que essa escola bíblica lhe causou:

“Nunca mais na minha vida recebi uma instrução bíblica tão pro­funda como aquela. Pastor Kihlstedt nos quebran­tava completamente com a Palavra de Deus. Ele nos tirava tudo, tudo, até que ficássemos inteira­mente aniquilados como pó diante dos pés do Senhor. Depois vinha o irmão Emílio Gustavsson com o óleo de Gileade, e sarava as feridas da alma, alimentando nossos corações famintos com o melhor trigo dos celeiros de Deus. Oh! Que tempo aquele! Fez-me bem pelo resto de toda a minha vida”.
Vingren foi enviado como evangelista à província de Skane, que foi a sua primeira missão como missionário. Em seguida, evangelizou nas províncias de Vãstergõtland, realizando vários cultos na região. Mas, quando chegou a Tidaholm, ficou doente de papeira. Muito enfermo, sonhou que tinha dormido no Senhor e que seus pais participaram do cortejo fúnebre.

Entretanto, no sábado à noite, alguns irmãos foram visitar o evangelista enfermo. Oraram fervorosamente e, na segunda-feira, estava totalmente curado para continuar sua viagem missionária. Depois disto, evangelizou em Rönneholm, Svedala e retornou a Skane. Na cidade de Rönneholm, um irmão chamou à sua atenção pelos atos humanitários e pelo amor cristão que dispensava ao viandante cristão. Realizou alguns cultos em algumas aldeias de pescadores, e Vingren, lembra em seu Diário do Pioneiro, que o céu se abriu sobre todos quanto estavam junto a um ancião, cantando o hino: “Jesus, faz-me sereno e satisfeito”.

De retorno ao lar paterno, continuou a trabalhar como jardineiro. Desta feita encontrou trabalho como jardineiro no palácio real de Drottningholm. O coração do missionário ardia com o desejo entusiástico de repetir a experiência de propagar as boas novas. Foi quando no dia primeiro de outubro, após ser convidado anteriormente por um evangelista o qual Vingren não conhecia pessoalmente, partiu para ser obreiro em cultos próximo à sua casa. No inverno foi à província de Ostergötland, e muitas almas renderam-se, como diz o próprio Vingren, “ao pé da Cruz. Glória a Deus”.

Contudo, no mês de fevereiro, Gunnar foi convocado a cumprir o serviço militar interrompendo sua missão. Apresentou-se em Soderkoping e serviu em Malmslatt durante sessenta e oito dias. Parecia que o antigo desejo de ser militar iria ressuscitar e a falta de segurança cristã o atormentaria. Mas nada seria forte o suficiente para amedrontar esse intrépido evangelista. Havia amadurecido não apenas como cristão, mas também como obreiro, havia sido experimentado em todas as coisas e, consequentemente, aprovado por Deus.



Dentre os mil e seiscentos homens alistados apenas vinte eram cristãos. Lembra o jovem evangelista, que Deus o auxiliou dando a ele oportunidade de pregar aos seus companheiros pessoalmente, e noutra ocasião numa capela cheia de soldados.

Ao retornar do serviço militar, voltou para a casa de seus pais e, retomou o trabalho de jardineiro próximo a Estocolmo. Vingren se esforçava para ser útil tanto à sociedade quanto ao Reino de Deus. De dia trabalhava como jardineiro e a noite tomava parte nos cultos testificando em diversos lugares.

Em 30 de junho de 1903, Vingren afirma que foi “atingido pela “febre dos Estados Unidos”. Após dezenove dias de viagem, chegou a Kansas City em dezenove de novembro de 1903. Embora tivesse muita dificuldade em encontrar o endereço, Vingren foi em direção a casa de seu tio Carl Vingren que morava em Kansas City a vários anos. Vingren, após uma semana, começou a trabalhar como foguista na cidade de Greenhouse, depois como porteiro em uma grande casa comercial e, no inverno, como jardineiro. No final do mês de fevereiro de1904, partiu para St. Louis para trabalhar no Jardim Botânico local, ao mesmo tempo em que participava, aos domingos, dos cultos da igreja sueca em St. Louis.

No final de setembro de 1904, Gunnar viajou para Chicago para começar um curso de quatro anos no seminário sueco dos batistas. Os ministros da Igreja batista sueca percebendo o zelo e esmero de Vingren o recomendaram que entrasse para a universidade batista. Nos quatros anos que passou na universidade, o seminarista Gunnar sentia a presença de Deus em todo o tempo. Durante os estudos, Vingren pregava em diversas igrejas de locais distintos. O seu primeiro estágio, de junho a dezembro, pregou na Primeira Igreja Batista em Chicago, Michigan. No segundo, foi a Sycamore, Illinois, no estágio do Natal, pregou em Blue Island, também em Illinois. No terceiro estágio ajudou em Sycamore, Illinois, e nos últimos estágios, foi pastor em Mountain, Michigam.

Em setembro de 1904, iniciou um curso de quatro anos no Seminário Teológico Batista Sue­co, em Chicago. Durante o tempo em que mo­rou em Kansas, pertenceu à igreja batista sueca, onde foi exortado a voltar a estudar. Durante o curso, foi convidado a pregar em várias igrejas. Pelo seminário, estagiou sete meses na Primeira Igreja Batista em Chicago, Michigan. Depois, nas igrejas batistas em Sycamore, Illinois; Blue lsland, também em Illinois; e, por fim, em Mountain, Michigan.

No mês de maio de 1909, Vingren concluiu seus estudos e foi diplomado no mesmo mês e ano. Embora houvesse feito um pedido para ser enviado como missionário, após os estudos acadêmicos, foi servir a Primeira Igreja Batista em Menominee, Michigan, como pastor em junho de 1909. Permaneceu nessa igreja até fevereiro de 1910.

No início, Vingren convenceu-se de que esta era a vontade de Deus, mas, durante a convenção, Deus mostrou-lhe o contrário. Vol­tando à sua igreja, enfrentou uma grande luta por causa de sua decisão. Finalmente, resolveu não aceitar a designação e comunicou sua deci­são à convenção por escrito. Por esse motivo, a moça com quem se enamorara rompeu o noiva­do. Ao receber a carta dela, respondeu: “Seja feita a vontade do Senhor!”.

Até a decisão final de Vingren em não ir a Índia como missionário, travou-se uma árdua batalha espiritual, agravada com uma severa dúvida em saber se esta era a decisão correta. Conta Vingren, que enquanto estava em dúvida não sentiu o poder de Deus sobre a sua vida durante toda aquela semana, vindo a sentir o poder e a paz de Deus somente depois que decidiu em não ir como missionário.

Nessa época os Estados Unidos estava sendo visitado de modo especial pelo Espírito Santo!. No verão de 1909, Deus encheu o coração de Vingren com o desejo de receber o batismo no Espírito Santo. Em novembro daquele ano, ele pediu permissão à sua igreja para visitar a Primeira Igreja Batista Sueca, em Chicago, onde se realizava uma série de conferências, O seu objetivo era buscar o batismo no Espírito Santo. Foi durante essa milagrosa experiência que Vingren conheceu Daniel Berg. Após cinco dias de busca incessante, foi revesti­do de poder, falando em outras línguas como os discípulos no Dia de Pentecostes. Sobre o assunto afirma Vingren:

“Quando recebi o Espírito Santo, falei línguas, justamente como está escrito que aconteceu com os discípulos no dia de Pentecostes: At 2. É impossível descrever a alegria que encheu meu coração. Eternamente o louvarei, pois me batizou com o seu Espírito Santo e com fogo”.

A alma de Vingren estava transbordando de gozo celestial. Após aquela experiência pentecostal, Vingren nunca mais foi o mesmo pastor. Ao voltar à sua igreja em Menominee, come­çou a pregar a verdade pentecostal de que “Jesus batiza no Espírito Santo e com fogo”. Alguns irmãos estranharam o teor da mensagem, enquanto outros ficaram impressionados com o fervor da boa nova. A partir dos ensinos e experiência dos cristãos primitivos no livro dos Atos dos Apóstolos, Vingren ensinava a verdade pentecostal.

Todavia, a tradição daquela igreja que tanto amava o seu pastor, não estava disposta a admitir aquela estranha doutrina. Por muito tempo os irmãos daquela comunidade haviam aprendido que os nove dons do Espírito e a experiência do pentecoste haviam cessado após a era apostólica. Outros irmãos, porém, ávidos por uma comunhão mais profunda com o Espírito Santo, creram na doutrina pentecostal. Em fevereiro de 1910, os crentes que não creram na mensagem pentecostal intimaram o pastor Vingren a deixar o pastorado da igreja.

A Igre­ja Batista em South Bend, Indiana, ao ouvir os comentários de que um dos pastores da denominação havia experimentado uma ação sobrenatural do Espírito sobre si, convidaram-no para expor sua experiência. Todos os irmãos ao ouvir a mensagem creram em cada exposição bíblica e em cada um dos atos experiênciais do próprio Vingren. Nos primeiros sete dias Deus batizou dez crentes com a evidência inicial de falar em outras línguas.

A perspectiva de Vingren era que Deus transformasse as igrejas batistas suecas através do batismo pentecostal. Inicialmente não pretendia deixar de ser um ministro da igreja batista, apenas compartilhar sua nova experiência. A nova consciência do ex-pastor batista era a de que a igreja só seria capaz de cumprir a sua missão se aceitasse a plenitude do batismo no Espírito Santo. Por isso se pôs como profeta e missionário incumbido de propagar a mensagem quadrangular do Evangelho: Cristo Salva, Batiza com o Espírito Santo, Cura e Vem em breve.

Vingren não deixou de ser um pastor batista até o momento que foi expulso da igreja batista em Belém – Pará. Não pretendia criar uma outra denominação, isto ocorreu porque as circunstâncias o levaram, apenas ser participante de uma reforma dentro das igrejas reformadas. Sobre a transformação da igreja batista em South Bend, Indiana afirma Vingren:

“No total foram quase vinte pessoas, que naquele verão foram batizadas com o Espírito Santo. Glória a Jesus! Assim Deus transformou a igreja batista em South Bend, Indiana, em uma igreja pentecostal”.

Vingren pastoreou-a até 12 de outubro de 1910, quando começou a preparar-se para a viagem ao Brasil. No verão daquele mesmo ano, Deus pôs no coração de Vingren o desejo de reunir a igreja em oração num sábado à noite. Berg, seu futuro companheiro na seara do Mestre, estava presente nessas reuniões em South Bend. A primeira reunião foi realizada na casa de um dos irmãos que haviam recebido o batismo com o Espírito Santo. Naquela ocasião o Espírito desceu de modo sobrenatural alegrando a alma dos crentes. Essa experiência foi repetida por diversas vezes. Reuniam-se aos sábados para orar, e cada vez que isto ocorria o Espírito do Senhor descia sobre os seus servos poderosamente. Paulatinamente os irmãos estavam sendo imersos no poder e na autoridade do Espírito para levar a mensagem pentecostal para outros lugares. Vingren afirma que durante essas semanas de oração, sentia o poder de Deus sobre ele como uma pressão, ou um forte peso, de tal maneira, que muitas vezes nem podia estar assentado à mesa para comer, mas tinha de cair ao chão, dobrar os joelhos e, com alta voz, prorromper em altos louvores diante da Majestade Santa.

Durante uma dessas reuniões percebeu que um irmão estava arrebatado em espírito de modo especial, como um arrebatamento profético. Um outro irmão, Adolfo Ulldim, foi o instrumento profético que Deus usou para dizer a Vingren e ao seu companheiro Berg que eles deveriam ir a uma cidade conhecida pelo nome de Pará; cujo povo e seus hábitos eram de uma vasta simplicidade, mas Deus supriria todas as necessidades.

Naquela ocasião um fato espiritual inusitado cortou a expectativa e apreensão dos missionários, um dos irmãos foi tomado em glossolalia, só que era o idioma que os missionários teriam que futuramente aprender, o português. Na mesma ocasião O Espírito falou a Vingren para que ele não se preocupasse com a sua vida sentimental. Deus estaria cuidando de cada aspecto de sua vida, ainda que seja de questão mais ínfima, como prova Deus disse-lhe o nome de sua futura esposa: Strandberg.

Embora Vingren não a conhecesse guardou em seu coração essa profecia. Mais tarde, sete anos depois, em 4 de março de 1917, Vingren conheceeu a enfermeira, senhorita Frida Strandberg, amiga de Lewi Pethrus e que possuía uma chamada missionária para o Brasil. O casamento só ocorreu em 16 de outubro de 1917. Imediatamente, Vingren e Berg foram até a bliblioteca pública da cidade localizar em algum atlas algum lugar com esse nome. Desfolhando os manuais descobriu tratar-se de um lugar ao Norte do Brasil. Embora o pastor Vingren sempre tivesse plena consciência de seu chamado missionário, sabia exatamente agora o lugar que Deus o queria – Pará, Norte do Brasil.

Embora soubesse, ficou claro que Deus o havia guiado adequadamente, ao rejeitar ser enviado como missionário à Índia, ou quando arrefeceu o seu desejo de ser missionário na China motivado por um tio que havia sido missionário nessa região de matizes culturais intransponíveis. Deus o queria no Brasil para implantar um dos maiores movimentos pentecostal na América do Sul! Vingren e Berg agora estavam unidos pelo Senhor no mesmo propósito.

Como não deveria deixar de ser, os dois se prontificaram a buscar ao Senhor para saber qual era o tempo ideal para ir ao Brasil. Poucos meses depois compreenderam que deveriam partir de Nova Iorque até o Pará e que seria no dia 5 de novembro de 1910. Sem recurso para comprar as passagens e para as despesas de viagem confiaram todo a provisão necessária a Deus. Vingren e Berg não possuíam quaisquer recursos; não estavam ligados a qualquer denominação, se recusavam a pedir qualquer ajuda que não fosse a Deus. Foi então, quando os dois missionários se intrigavam com essa questão, que Deus disse a Vingren: “Se fores, nada te faltará!”. Deus proveu milagrosamen­te a quantia certa para a viagem. Um irmão chamado B.M. Johnson, pastor de uma das igrejas batistas de Chicago, pediu para que os dois missionários passassem em sua igreja para se despedir. No culto tiraram uma oferta para os missionários, cujo valor excedeu o necessário.


No dia aprazado, 5 de novembro de 1910, os dois missionários embarcaram no navio “Clement”. Pensando em chegar ao Brasil com alguma reserva monetária, embarcaram com passagens de terceira classe. Durante os catorze dias de viagem os missionários tiveram que suportar a precária acomodação e a péssima alimentação. Tudo o faziam com alegria e contentamento. Numa dessas ocasiões Deus entregou uma mensagem profética a Daniel Berg, dizendo que estava com eles. Durante esse tempo oraram por um companheiro de viagem e ganharam um passageiro para Cristo. Em um dos pontos de embarque e desembarque alguns brasileiros subiram no “Clement”. Vingren afirma que “pela primeira vez” ouviram o idioma português e, sentiram certo temor em seus corações, pois não compreendiam nada. Mas esse sentimento desapareceu bem depressa, pois estavam convictos da vontade do Senhor.

Chegaram ao destino, Pará, no dia 19 de novembro de 1910. Ao desembarcarem não havia ninguém para receber os dois missionário suecos. Sem destino certo, acompanharam a multidão ao centro da cidade. Os dois missionários viam desfilar pelas ruas “pessoas mal vestidas, os leprosos a desfilar seus corpos mutilados, apresentando pungente espetáculo pelas ruas”.

No período da chegada dos missionários e da inauguração da AD no Brasil o país vivia um momento político conturbado. A AD foi fundada no período do Marechal, apoiado pelos fazendeiros de café, Presidente Hermes da Fonseca (15/11/1910 – 15/11/1914) tendo a igreja que conviver com a “república dos coronéis” – latifundiários que formavam as oligarquias estaduais e regionais; fraudavam as eleições, punham o Exército e a polícia contra a população que se revoltava – mandavam em tudo e em todos (...). Nesse período apenas 3% dos brasileiros podiam votar, o que equivalia a três em cada cem brasileiro, e a grande maioria era analfabeta. Os 3% que votavam era os maiores de 18 anos alfabetizados. As eleições eram fraudadas, falsificadas. Quem mandava em tudo e em todos eram os coronéis: no advogado, no pastor, no padre, no professor, nas pessoas que trabalhavam em suas fazendas. Se houvesse mais de um coronel no município afirma PILETTI & PILETTI, mandava aquele que tinha mais jagunços, mais armas e mais vontade de lutar. O crescimento da AD, foi em grande parte, entre as pessoas econômica e socialmente dependentes, sofridas, acostumadas a obedecer sem questionar sempre que se destacava uma autoridade na região. A população deste período seria muito distinta daquela que participaria da revolução de 30, do Estado Novo, da ditadura militar e dos “caras pintadas” da década de 90” (...) No ano de 1913, uma grande seca atingiu o Estado do Ceará, obrigando o governo a dar passagens grátis para quem quisesse sair de lá. Muitas dessas pessoas foram viver às margens da estrada de ferro Belém-Bragança, aumentando a população do Estado do Pará. Foi nesse período que a igreja experimentou um grande crescimento. Daniel Berg, visitou todos os lugares onde estavam essas pobres pessoas, acrescendo cada vez mais o números dos crentes pentecostais.

No mesmo dia em que chegaram, hospedaram-se num modesto hotel onde consumiram os seus 16 mil réis que ainda possuíam. Não tendo mais como pagar, não restou nenhuma outra alternativa a não ser deixar o apartamento. Foram, de bonde, em direção à casa do pastor metodista Justo Nelson, que os indicou ao pastor Erik Nilson, pastor da Igreja Batista de Belém. Os dois missionários foram convidados a morarem no porão da Igreja Batista, localizada na Rua Balby nº 406. Depois, em Boca do Ipixuna, às margens do Rio Tajapuru, hospedaram-se durante alguns meses na casa do presbiteriano Adriano Nobre. Dormiram no mesmo quarto onde morava o irmão Adriano Nobre, primo de Adriano, o pri­meiro professor deles de língua portuguesa.

Os missionários precisavam sustentar a si mesmo, por isso, Daniel Berg, forte e robusto, arranjou emprego de fundidor no antigo Port Of Parh (hoje dividida em Cia. Docas do Pará e ENASA), e Gunnar Vingren dedicava-se ao estudo do idioma. A noite transmitia a Daniel o que havia aprendido.

As irmãs Celina Albuquerque e Maria de Nazaré creram na mensagem pentecostal e receberem o batismo no Espírito Santo. Criou-se, então, uma discussão na igreja, que cul­minou na expulsão de 21 membros, Vingren e Berg eram dois dessa estatística pentecostal.

Em 18 de junho de 1911, nascia a Mis­são de Fé Apostólica, que em 11 de janeiro de 1918 mudou de nome, sendo registrada oficial­mente como Assembléia de Deus. Era uma igre­ja sem vínculos estrangeiros, genuinamente autóctone.

Durante a época em que pastoreou a igreja em Belém, no Pará, Vingren visitou por duas ve­zes a Suécia, passando pelos Estados Unidos. Em 1 de agosto de 1917, na sua primeira viagem, conheceu a enfermeira Frida Strandberg, que contou-lhe ter também uma chamada para o Bra­sil. Em 16 de outubro de 1917, em cerimônia presenciada por Samuel Nystrõm esposa, Gunnar e Frida casaram.

O pastor Vingren, cônscio de que era não apenas necessário registrar os principais eventos pentecostais, mas como também plausível que as Assembléias de Deus tivessem o seu próprio periódico, em 1918, em Belém do Pará, fundou o a revista (jornal) Boa Semente, durante o ano de 1930, no Rio de Janeiro, o jornal Som Alegre, e somente em 1930, por resolução da Convenção em Natal Vingren une os dois jornais criando o órgão oficial da Assembléia de Deus no país, o jornal Mensageiro da Paz, o primeiro número foi editado em 1 de dezembro de 1930 no Rio de Janeiro.

Apesar das inúmeras e agravantes crises de enfermidade que sofreu, Vingren, durante o período em que esteve no Brasil, esmerou-se arduamente no trabalho do Senhor, antes de sua partida definitiva para a Suécia. Após uma viagem cansativa, escreveu:

“Depois desta viagem cansativa, cheguei aqui bastante abatido. Sinto-me total­mente acabado. Tenho vontade de trabalhar para Jesus, mas faltam-me as forças. Quando estive em Santa Catarina, fiquei muito enfermo do es­tômago, pois a comida ali me fez mal. Fiquei também muito gripado e doente no peito, pois tive de voltar de um batismo com a roupa toda mo­lhada e havia um vento muito frio. Mas o Senhor me ajudou. Porém, entendo que, se eu continuar assim, vou em breve terminar a carreira”.

No dia 15 de agosto de 1932, Vingren retornou ao seu país, Suécia. No Rio de Janeiro, deixou a igreja sob a responsabilidade do pastor Samuel Nyström. Durante os nove anos que pastoreou a igreja no Rio, esta cres­ceu muito mais do que qualquer outra no Brasil durante aqueles.

Na Suécia, enquanto não partia para a Céu, participava dos cultos da igreja de Estocolmo, onde celebrou sua última vigília de ano-novo. Em junho de 1933, foi com a família para uma colônia de descanso em Tallang, onde terminou seus dias.

Gunnar Vingren faleceu às 14hs 45m do dia 29 de junho de 1933.

Sua esposa, Frida Vingren, testemunhou seu falecimento:

“No dia 27, entre cinco e seis da manhã, ele recebeu a chamada para o Céu. En­tão, com os braços levantados, exclamou: ‘Je­sus, como tu és maravilhoso. Aleluia! Aleluia!’ Enquanto estava sob esse poder, leu os quatro primeiros versículos do Salmo 84: “Quão amá­veis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exér­citos!”. A minha alma está anelante, e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a mi­nha carne clamam pelo Deus vivo. Até o pardal encontrou casa e a andorinha ninho para si e para a sua prole, junto dos teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu. Bem-aven­turados os que habitam em tua casa: louvar-te-ão continuamente!’ Depois dessa experiência, viveu ainda por dois dias, quando várias vezes disse que tinha saudade de ouvir o cântico dos anjos. Uma vez sentou-se na cama, levantou os braços e louvou a Deus, pois sentiu-se maravi­lhosamente livre”.

Antes de Vingren morrer, deixou a seguinte mensagem aos irmãos brasileiros:

“Diga-lhes que eu vou feliz com Jesus. E, como um pai em Cris­to, exorto a todos a receber a graça de Deus, que quer operar mais santidade e humildade, para que possam receber os dons do Espírito Santo. Somente desta maneira a Igreja de Deus poderá estar preparada para a vinda de Jesus!”.

A elegia fúnebre foi realizada na igreja Filadélfia, em Estocolmo, Suécia. Cerca de mil e trezentas pessoas participaram da cerimônia. Diversos irmãos deram testemunhos da vida e obra desse intrépido homem de Deus.

“Gunnar Vingren era um homem consagrado a Deus cuja vida foi uma vez para sempre colocada sobre o altar e ele jamais retirou dali essa sua oferta. Um santo fogo estava aceso em sua alma e ardeu durante toda a sua vida, até que ele foi “consumido” por esse mesmo fogo”.

Nils Kastberg

Fonte: Teologia & Graça  / Templo Alferes Costa

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segunda-feira, junho 14, 2010

Glória a Deus pelos 99 Anos!

Glória a Deus pelos 99 Anos!

Glória a Deus! Há 99 anos, no Brasil, começou o maior movimento pentecostal da atualidade, um dos mais importantes movimentos da história da fé cristã. Glória a Deus! Pois começou no meio dos crentes em Jesus, os quais começaram a indagar sobre o poder do Espírito Santo e acerca dos dons espirituais citados nas Escrituras:
Essas promessas registradas na Bíblia são para nós hoje?
Por que não são usadas na vida da igreja e na evangelização?
Por que essas verdades não são ensinadas, se nos dizem respeito?
E quando Deus respondeu a essas indagações sinceras de corações sedentos com o derramamento do Espírito Santo, o fez do mesmo modo que no princípio da Igreja de Jesus Cristo, em Jerusalém. Foi assim que se formou a Assembleia de Deus, em Belém do Pará.
Glória a Deus, pois são passados 99 anos, todos repletos de bênçãos que glorificam o nome do Senhor! A glória pertence unicamente a Deus!
O fato de a pequena Belém, do início do Século XX, ter sido o alvo da escolha divina para iniciar esse grande movimento pentecostal é algo surpreendente. Belém era uma cidade de economia decadente, com o fim do ciclo da borracha. Além disso, por não dispor de saneamento adequado, sua população sofria terrivelmente por causa dos surtos de febre amarela, malária, lepra e tuberculose, assim como de muitas outras doenças tropicais.
Deus começou essa obra com dois estrangeiros, que vieram sem nenhum apoio financeiro ou suporte missionário; além disso, nem mesmo sabiam falar a nossa língua. O pequeno rebanho que conseguiram reunir contava menos de vinte crentes, sem personalidades de destaque em qualquer área.
Glória a Deus! Pois foi exatamente nesta cidade e com esse pequeno grupo que o Senhor começou esta obra vitoriosa, que depois se expandiu vigorosa para abençoar o Brasil e o mundo. Hoje, esta obra está presente em cada recanto deste imenso País e já alcançou 175 países do mundo!
Glória a Deus porque os crentes avivados pelo poder do Espírito resolveram viver como agentes da bênção de Deus, orando e pregando, levando milhões ao conhecimento do amor de Deus por intermédio de Jesus Cristo!
Glória a Deus por causa das muitas outras denominações evangélicas, pelo bendito trabalho que têm realizado! Mas temos de glorificar o nome do Senhor Deus, pois que, sem a Assembléia de Deus, a história da evangelização do Brasil ainda estaria escrita de modo débil e inexpressivo. Mas, longe de nos vangloriarmos, isso é motivo de glorificarmos ao Senhor Deus, pois a glória pertence a Ele!
Glória a Deus! Pois chegamos à semana de nossa grande celebração, cujo tema é: “Assembleia de Deus em Belém – 99 anos de Pentecostes Rumo ao Centenário”.
Glória a Deus que me escolheu como pastor desta amada Igreja-mãe, de modo que tenho a honra de convidar a todos os belenenses para participarem conosco destas festividades.
Veja, abaixo, a nossa programação para esta semana, para que você possa agendar a sua participação conosco, com a permissão de Deus.
Neste sábado (12), a partir das 8h, teremos o Pentecostes Social em 24 pontos de atendimento nas ruas, praças e postos de saúde da cidade. Às 16h, acontecerá o Casamento Comunitário, no templo central, com uma linda cerimônia religiosa com efeito civil para 290 casais.
         No dia 17 de junho, faremos o Culto de Abertura da Celebração dos 99 Anos da Igreja-mãe em Belém, às 19h, no templo central.
         No dia 18 de junho, ocorrerá a Grande Carreata, com partida de três pontos: Belém (concentração na Escadinha do Cais do Porto), Icoaraci e Marituba (com a participação das igrejas dessas localidades) com destino ao estacionamento do Estádio do Mangueirão, encerrando o evento com um clamor por Belém, pelo Brasil e pelas nações.
No dia 19 de junho será a Grande Concentração Pentecostal no Estádio do Mangueirão, transformado num templo lotado de adoradores, quando esperamos ter um grande derramamento do poder do Espírito Santo sobre todo o povo de Deus.
Glória a Deus pelos 99 Anos de Pentecostes! Estamos prontos para mais um derramamento do Espírito Santo em nossa geração, pois precisamos cumprir fielmente o chamamento de Deus, e isso só será possível mediante a operação do Seu poder.
Glória a Deus porque marchamos “Rumo ao Centenário” na certeza de que o melhor do Pentecostes ainda está por vir. Glória a Deus!



"Escutem a rádio ADBelém e acompanhem todo os procedimentos para o centenário da Assembléia de Deus, acompanhe os culto do templo central ao vivo de Segunda, Quarta e Sexta apartir das 19:00. adcione em seu msn: web@adbelem.org.br "


Vamos todos juntos, pela fé, rumo ao Centenário!






Fonte: ADBelém, Oliberal / IEAD - Alferes costa
Pr. Samuel Camara - Assembléia de Deus Bélem/PA (Igreja Mâe)

Participem também do Orkut Galera da Alferes Costa


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